sábado, 8 de junho de 2013

A língua em todas as disciplinas

Por serem essenciais na formação escolar, a leitura e a escrita merecem atenção específica dos professores das diversas áreas

29/04/2009 18:18
Texto Luis Carlos de Menezes
Nova-Escola
Foto: RAONI MADDALENA
Foto: Livros
Para o professor, examinar um mapa de geografia é fazer um exercício expressivo e pessoal sobre a escrita
Desde que nascemos, aprendemos a interpretar gestos, olhares, palavras e imagens. Esse processo é potencializado pela escola, por meio da leitura e da escrita, o que nos dá acesso a grande parte da cultura humana. Isso envolve todas as áreas, pois, mais do que reproduzir o som das palavras, trata-se de compreendê-las - e quem sabe relacionar termos como paráfrase, latifúndio, colonialismo e transgênico aos seus significados faz uso de um letramento obtido em aulas de Língua PortuguesaGeografiaHistória e Ciências, respectivamente.

A chamada alfabetização científico-tecnológica mostra essa preocupação no ensino de Ciências. Falta muito, porém, para que as linguagens sejam objetivos da instrução e não só pré-requisitos exclusivos das aulas de Língua Portuguesa eMatemática, como apontamos nesta coluna (edição 215, de setembro de 2008). A competência de ler e escrever, aliás, se desenvolve com a de "leitura do mundo" no sentido usado por Paulo Freire - e todo educador deve fazer isso sozinho e em associação com seus colegas.

Cada estudante que, numa aula de Geografia, examina um mapa ou guia de ruas, assinala locais por onde passa e comenta em texto experiências ali vividas, além de aprender a se situar, faz um exercício expressivo e pessoal da escrita. Isso também pode ser um trabalho coletivo, como a maquete que vi numa cidadezinha mostrando a escola, o estádio, o hospital, a praça e a prefeitura. Estavam ali representados também o rio, com os pontos onde transborda e em que ocorre o despejo irregular de lixo. Cartazes ao lado comentavam o surgimento da cidade, a vida econômica e os problemas ambientais, com linguagem aprendida em aulas deArte, Ciências, Geografia, História e Língua Portuguesa.

Mas essa prática só muda as estatísticas de alfabetização quando faz parte da rotina escolar. Há uma queixa frequente de que por lerem mal os alunos têm dificuldade com certos conteúdos. Diante dela, a escola deve trocar o círculo vicioso - em que o despreparo na língua dificulta a aprendizagem de outras matérias e perpetua o despreparo - por um círculo virtuoso - em que a leitura e a escrita melhorem em todas as áreas e ajudem na aprendizagem de qualquer conteúdo. De certa forma, todos os professores devem dar continuidade ao processo de alfabetização, em que os pequenos leem e escrevem sobre suas relações pessoais ou sociais e sobre as coisas da natureza, entre outros temas.

Para cumprir esse objetivo, é igualmente importante lançar mão de vários meios e atender aos interesses de crianças e jovens, muitas vezes relacionados às novas tecnologias. Buscas pelo conteúdo de enciclopédias ou por letras de música podem ser feitas pela internet. Nada impede que, além de escreverem agendas e diários e publicarem notas nos murais da escola, eles enviem torpedos por celular, conversem em chats ou enviem mensagens por e-mail. Se houver equipamentos suficientes, os alunos podem registrar e editar seus textos em computadores. Se não, pode-se realizar atividades em grupo na própria escola ou em equipamentos públicos. A crescente importância desses meios é mais um estímulo para o domínio da escrita, até porque os CDs, DVDs e pendrives logo farão - se já não fazem - parte da vida escolar tanto quanto livros e cadernos.

Com esses e outros meios, aprende-se a ler e escrever todo o tempo e em qualquer disciplina, e é ainda melhor quando a coordenação pedagógica orientar a equipe nesse sentido. O ideal é que todos sejam preparados para ações conjuntas, mas já faz uma enorme diferença se, antes de cada aula, os docentes souberem quais linguagens desenvolverão com os alunos e como vão estimulá-los a ler os textos e a escrever o que aprenderam, as dúvidas que restaram e seus pontos de vista sobre aspectos polêmicos.  

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Como a escrita pode nos favorecer...

Entrei na escola aos três anos. Foi à partir daí que comecei a ser alfabetizada. Lembro-me da professora que tive no Jardim da Infância (era assim chamado naquele tempo ainda... rs), o nome dela é Edna. Foi lá que comecei a aprender o alfabeto, cantigas de roda, fazíamos recortes, pinturas... a partir desse momento, é que fui tendo os primeiros contatos com a escrita: e a primeira palavra que aprendemos escrever é o nosso nome (rs). Desde pequena sempre me identifiquei com os números. Sempre tive facilidade em matemática. As professoras me colocavam como monitora de grupos (para que eu auxiliasse meus colegas que tinham dúvidas). E isso foi estimulando e despertando ainda mais o gosto pela mesma. Mas, como a leitura nos abre caminhos à escrita... assim como eu gosto de ler, também gosto de escrever. E foi através de uma redação, onde disputei com mais 11 candidatos, que ganhei bolsa integral (100%), tirando a nota maior dentre os candidatos, para cursar minha graduação em Matemática na Unisal (pois não tinha condições financeiras para fazer uma faculdade naquela época). Essa foi a maior experiência que tive com a escrita em minha vida!    
                                                             Carla

A leitura estimula nossa fantasia e imaginação...

Gosto muito de ler. A leitura nos faz viajar pelo mundo da fantasia, da imaginação, da criação...

Quando vou assistir a algum filme (que também gosto muito), do qual sei que tem um livro de mesmo título, procuro ler primeiramente o livro para depois assistir ao filme, fazendo uma comparação. E sem sombra de dúvida... o livro é mais rico em descrição, fatos... ficamos imaginando as cenas, criando ideias sobre aquelas situações, os personagens... viajamos para dentro dessa leitura. É uma coisa inexplicável.

Um dos livros que já li, e creio que todos (ou quase todos) já leram e muito me encantou, marcou minha infância, transformou minha vida, foi o livro: "O Pequeno Príncipe", que nos faz aprender a dar valor às pequenas coisas do dia-a-dia.

Parafraseando Saint-Exupèry em:  " Amar não é olhar um para o outro, é olharmos juntos na mesma direção", assim também ocorre na Educação: "Educar não é transmitir o conhecimento de um para o outro, é caminharmos juntos na mesma direção."

                                                                        Carla